PwC: Inteligência Artificial criará mais empregos para advogados

A tão temida inteligência artificial, segundo relatório da PricewaterhouseCoopers (PwC), trará mais benefícios do que perdas para a advocacia: mais trabalho e menos atividades mecânicas e repetitivas.

O estudo vem em ótima hora, já que, cada vez mais, fala-se no Brasil de robôs advogados substituindo os meros mortais.

Pois bem, o estudo aponta para o contrário, como se lê nesse resumo da Artificial Lawyer, de onde extraio as citações abaixo.

“A PwC, portanto, sugere que alguns trabalhos jurídicos experimentarão aumento de 33%, enquanto outros tipos de trabalho diminuirão em 18%, resultando num aumento líquido de 16%”.

Chamou minha atenção, no artigo, uma das razões pelas quais apostam nessa ampliação do mercado jurídico, que é a tecla onde bato há algum tempo: retirar barreiras para o acesso à informação e aos advogados amplia e valoriza o mercado da advocacia.

“Um melhor acesso à justiça, através de sistemas automatizados que diminuem barreiras de preço, pode ajudar a atender à gigantesca demanda reprimida que existe quanto a serviços jurídicos. Exemplo: cerca de 70% das PMEs com problemas jurídicos não procura um advogado por receio da imprevisibilidade e dos custos.”

Essa é precisamente a hipótese que validamos na pesquisa que citei, dois anos atrás, em artigo sobre o Escritório Online Jusbrasil. Segundo a pesquisa, “44,2% das pessoas conectadas com advogados através da plataforma Jusbrasil reportaram que não acreditavam ser possível contratar um advogado”, apontando custos, dificuldade de contato e segurança sobre as habilidades do profissional como as maiores barreiras.

Dessa forma, contrariando o pensamento mais comum e diferentemente da situação de outras profissões, temos o melhor cenário possível para a advocacia, no qual a tecnologia vem para melhorar a sociedade, sem desestabilizar setores específicos: menos trabalhos mecânicos e repetitivos, mais trabalho para os advogados e mais acesso à justiça.

Fica aqui o alerta para que não se dê tiro no pé com regulações apressadas, elaboradas sob o medo do desconhecido.

Por: Rafael Costa